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Afinal, O Que Faz Um Casal Superar – Ou Não – Uma Crise No Casamento?

Afinal, o que faz um casal superar – ou não – uma crise no casamento? Pesquisas apontam o grande porquê do divórcio - e dos casamentos felizes e duradouros.

Uma das maiores verdades sobre um relacionamento está no fato de que, cedo ou tarde, você enfrentará uma crise.

Esse período de turbulência, muitas vezes, coloca em xeque diversos pontos importantes, como:

  • a saúde do relacionamento
  • a profundidade do amor que um sente pelo outro
  • a capacidade de lidar com situações diversas
  • a habilidade de fortalecer a relação a partir das diferenças.

Nenhuma relação é um conto de fadas. Por isso, o cotidiano real é complicado e cheio de desafios que precisam ser driblados para que todas as expectativas, criadas em torno do desejo de manter um casamento duradouro e feliz, se concretizem ao longo dos anos.

As crises no casamento ocorrem, basicamente, por causa de questões fundamentais para todos nós:

  • capacidade para lidar e falar sobre dinheiro,
  • filhos
  • rotina maçante
  • desemprego
  • falta de ambição e satisfação pessoal com o trabalho
  • falta de sexo
  • incapacidade de compreender as diversas fases pela qual o amor passa.

O que caracteriza uma crise?

A crise pode ser caracterizada por um período de conflito entre o casal, em que pequenas ações causam um nível de estresse elevado entre as partes.

Muitas vezes, hábitos do início de uma relação – onde a paixão ainda está no auge – eram relevados para que não causassem mal-estar.

Mas, com o passar dos meses ou dos anos acabam se tornando o pivô de brigas e distanciamento entre casais.

A Warner Brothers realizou uma pesquisa envolvendo 20 mil ingleses, que se encontravam em relacionamentos sérios, para compreender como funcionam os relacionamentos modernos.

O estudo concluiu que há um período de pico de estresse entre os casais ao atingirem 36 meses de convivência.

A falta de tempo relacionada à rotina exaustiva de trabalho, mais a constante preocupação com questões financeiras, são os principais vilões que tendem a esfriar os relacionamentos dos casais atuais.

Com isso, não sobra tempo para que cultivem o romance ou para que se esforcem para manter um relacionamento saudável e feliz.

O desgaste ocorrido com o passar dos anos faz com que fatores como: ganho de peso, falta de higiene e o relacionamento com familiares seja apontado com principais causas para os conflitos ocorridos no dia a dia.

Outro ponto curioso que merece destaque na pesquisa aponta para o fato de que, conforme a paixão inicial vai amornando, os casais passam a se elogiar menos.

No lugar dos elogios, o distanciamento começa a fazer parte da rotina sem que seja notado.

Muitos entrevistados disseram que a falta de um elogio chega junto da falta de interesse pela companhia do outro e pelo sexo.

No lugar dessa lacuna, que se arma pela falta de romance e interesse, começam a surgir os conflitos por motivos banais ou acarretados por hábitos até então relevados.

Dentre os principais pontos que marcam o fim da paixão entre duas pessoas e levam – quando não bem administrado – a uma crise conjugal estão:

  • Falta de higiene pessoal
  • Ganho de peso excessivo
  • Excesso de zelo ou de total falta de preocupação com familiares
  • Falta de interesse em se vestir bem
  • Excesso de trabalho que torna incompatíveis os horários a dois
  • Avareza – controle financeiro desfreado
  • Falta de romance

Uma crise conjugal se caracteriza quando as críticas e os conflitos começam a dar ritmo e a moldar a rotina dos casais.

Os indivíduos passam a preferir passar mais tempo longe um do outro do que no mesmo ambiente. O romantismo, o desejo e o carinho se tornam cada vez menos frequentes.

Por mais que ainda exista amor entre as partes, o sentimento passa a ser ocultado por uma dezena de outros fatores.

O que diferencia um casal que supera uma crise de outro que não?

Superar ou não uma crise em um relacionamento está intimamente ligado ao quanto você consegue manter o foco no verdadeiro sentimento que uniu o casal.

Enxergar o momento delicado e se colocar disposto a enfrentar as dificuldades em nome do amor que existe entre duas pessoas é uma decisão importante e fundamental para que uma crise seja superada.

É necessário que as duas partes estejam decididas a enfrentar e encontrar o motivo da crise conjugal. A partir disso, de forma conjunta, se esforçarão para superá-la e, também, fazer com que não caiam novamente na mesma zona de conforto ou de conflito alguns meses ou anos depois.

Os relacionamentos modernos estão baseados na instantaneidade e naquilo que pode ser compartilhado nas redes sociais.

Muitas vezes, as pessoas confundem sentimentos rasos com amor verdadeiro e decidem dar um passo maior na relação sem antes pesar todos os prós e contras. Ainda, antes de terem certeza se o sentimento que os une é genuíno e capaz de superar as diferenças que existem entre as duas partes.

O desejo de viver ao lado de alguém e a falta de capacidade de imaginar a sua vida longe daquela pessoa é o que separa os casais que conseguem superar uma crise daqueles que não conseguem e com isso acabam optando pela separação.

O que define a relação duradoura?

Um estudo realizado pelo psicólogo americano John Gottman – que analisou 130 casais por três décadas – revelou que é possível distinguir o que faz um casal superar uma crise ou não com uma análise simples.

Ao longo dos anos, cada casal teve que responder questões sobre como se conheceram, lembranças positivas que um tinha do outro e os conflitos enfrentados.

Todas essas questões e estímulos foram monitorados através de eletrodos que acompanhavam a frequência cardíaca, suor e pressão sanguínea.

O resultado:

O estudo mostrou que o que diferencia um casal feliz e duradouro de um casal infeliz ou que optou pela separação é a cumplicidade, a bondade e a calma com que cada indivíduo sente ao pensar e falar sobre o parceiro e sobre a relação.

Os casais que não seguiram juntos ao longo dos anos ou que viviam em crise, infelizes e insatisfeitos com o relacionamento, mostraram-se ansiosos, nervosos e impacientes sempre que precisavam falar sobre o outro, apontar suas qualidades ou defeitos.

Outro ponto que a pesquisa revelou foi que sentimentos como a bondade eram recorrentes e fortes em casamentos felizes e saudáveis, enquanto o erro era o fator principal na relação de casais infelizes.

Para entender melhor:

Bondade

A bondade descrita na pesquisa está na capacidade em saber olhar para o outro com afeto, em realçar suas qualidades, benfeitorias e no desejo genuíno em fazer parte da vida do parceiro.

É olhar para outro, mesmo cheio de defeitos e imperfeições, e ainda assim conseguir distinguir o que fez com que você se apaixonasse pelo outro.

Bondade é compreender que, após os conflitos enfrentados juntos, a relação conseguiu se fortalecer e unir ainda mais os dois. É saber que, apesar das mudanças e do amadurecimento, o amor permanecesse sendo o elo mais forte que os une.

Erro

O erro foi a principal característica dos casais que não conseguiram superar as crises que o convívio impôs ou que, apesar de permanecerem juntos, se diziam infelizes.

O erro nada mais é do que apenas enxergar os pontos negativos no outro e na relação.

É a incapacidade de ver o lado bom da relação e não conseguir ver nem por um milésimo de segundo o que fez com que um se apaixonasse pelo outro.

O erro é a crítica incessante ao outro, às suas ações, sua inércia, seus hábitos, seus familiares e tudo mais que o caracteriza.

Paixão, ciúmes e indiferença: os três pilares que merecem atenção!

Não há uma fórmula mágica que faça com que casais deixem de enfrentar crises conjugais.

Os conflitos fazem parte da evolução humana, são eles que nos impulsionam a amadurecer, nos tornam mais fortes e versáteis.

Enfrentar uma crise é se mostrar capaz de solucionar um conflito e, também, de separar o joio do trigo. Ou seja, saber quando uma relação é real e baseada na cumplicidade, no amor e na vontade dos parceiros em estarem juntos ou quando é algo fugaz.

Há três sentimentos, no entanto, que podem ser considerados perigosos e que precisam ser encarados com atenção por todos os casais.

Estes sentimentos precisam ser estimulados já nos primeiros meses de convivência: paixão, ciúmes e indiferença.

Paixão: a paixão é o desejo desenfreado que nos faz admirar e querer a todo instante a companhia do outro.

Durante o período da paixão – que especialistas dizem durar em torno de dois anos – temos dificuldade em enxergar os defeitos do outro.

Por isso, muitos casamentos realizados no auge da paixão acabam durando pouco tempo. Quando esse sentimento se reduz, muitas pessoas não sabem como lidar com o próximo passo da relação.

Os defeitos se tornam insuportáveis e uma crise é instaurada no relacionamento. Crise essa que muitas vezes as pessoas não conseguem superar por não acharem razões para que possam se apoiar ou para que valha a pena insistir na relação.

Ciúmes: dizem que o ciúme é o tempero do amor; quando bem dosado pode ser estimulante e afrodisíaco. Mas, basta uma pitada a mais para fazer com que toda uma história promissora desande de vez.

O ciúme possessivo, exagerado e regado de insegurança, raiva e brigas é um dos principais motivos que levam casais a viverem em crise constante no casamento.

É importante que o ciumento da relação enxergue o quão nocivo tal sentimento tende a ser para a rotina do casal.

Muitas vezes é fundamental que o casal procure ajuda de um profissional para lidar com esse sentimento de insegurança e instabilidade mental. É preciso encontrar a raiz do problema e cortá-la sem medo.

Indiferença: não há nada pior do que o sentimento de indiferença.

A indiferença consegue limar qualquer sentimento entre duas pessoas, pois fere a autoestima e o amor próprio do outro.

Por isso, é essencial que, mesmo com uma rotina pesada de trabalho, com filhos e compromissos diversos, os casais não deixem de se interessar pelo dia a dia do outro.

Mostre-se verdadeiramente interessando pelo outro, procure fazer atividades de lazer estimulantes e demonstre os sentimentos um pelo outro.

A indiferença faz com que o amor mingue e só restem, na superfície, os defeitos, as críticas e a total falta de interesse de um pelo outro e os dois pela união.

 

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